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domingo, 13 de março de 2011

Cursos em Comércio Exterior

Paulo Werneck
Real Gabinete Português de Leitura
Fonte: brasiliano.wordpress.com
Frequentemente me perguntam sobre onde estudar Comércio Exterior. As alternativas não são muitas, infelizmente.
Em nível de graduação são raros os cursos, mais encontráveis os de Relações Internacionais, com algumas cadeiras de Comércio Exterior. Para quem não possui nenhuma graduação, pode ser um bom caminho, verificando-se antes se o curso é reconhecido pelo MEC.
Em nível de pós-graduação lato senso, há também muitos cursos, cujos preços podem ser altíssimos, e cujos curriculos no mais das vezes refletem antes a disponibilidade de professores que as necessidades do mercado.
Cursos avulsos são quase inexistentes.
A Aduaneiras, empresa de larga tradição no mercado, oferece cursos corporativos os mais variados, mas os preços costumam ser salgados para alunos individuais. São destinados às empresas para que treinem seus gerentes e funcionários, o que explica a formatação dos mesmos e os preços praticados.
A Associação Brasileira de Consultoria e Assessoria em Comércio Exterior - Abracomex oferece um curso de formação de despachantes aduaneiros, aos sábados, em diversas cidades. Sou professor de uma disciplina nos cursos oferecidos no Rio de Janeiro e meus alunos tem manifestado satisfação com o curso.
O Senac-SP oferece, na modalidade ensino à distância, curso de práticas, rotinas e procedimentos em comércio exterior, entre outros. Pode ser uma boa alternativa para quem quer se iniciar no ramo.
Agradeço que os amáveis leitores colaborem com os demais e informem este blogue (usando a caixa "contact me" localizada na coluna da direita, ao alto) sobre outras alternativas interessantes de aprendizado em Comércio Exterior.

domingo, 7 de setembro de 2008

Como Trabalhar em Comércio Exterior

Paulo Werneck


Volta e meia alguém me pergunta como ingressar no mercado de operadores do comércio exterior. Não sei se há alguma diferença desse mercado para os demais, mas mesmo assim tentarei alinhavar algumas idéias.
Existem diversos órgãos públicos que lidam com o comércio exterior, mais ou menos especializados. A forma de ingresso é uma só, concurso público, cada qual com seus programas e exigências. Uma vez aprovado e tendo tomado posse, cabe ao interessado ir se aproximando do comércio exterior.
Passei no concurso para fiscal da Receita e desde o primeiro dia trabalhei na Aduana: pura sorte, pois só depois é que pude avaliar quão interessante é o serviço. De qualquer forma o servidor pode ir se aproximando da área em que deseja trabalhar, é só ter um pouco de persistência.
A iniciativa privada oferece mais diversidade, pois existe uma miríade de empresas já envolvidas no mercado internacional: traders, comissárias de despacho, transportadores, depositários, bancos, seguradoras. Esse envolvimento pode ser total, como numa agência marítima de companhia internacional de navegação, ou parcial, como o setor de câmbio de um banco ou o setor de exportação de uma fábrica que opera majoritariamente no mercado nacional.
Formação específica sempre ajuda, como cursos de graduação em Comércio Exterior ou Relações Internacionais, cursos de extensão ou MBAs, dependendo do tempo e dos recursos do interessado. Entretanto, o que importa mesmo é começar, ou seja, conseguir ser contratado por uma empresa que opere no mercado internacional. Para isso o currículo conta, mas o principal é a rede de relacionamentos.
É importante complementar a formação com muita leitura - Internet, livros, periódicos especializados - e com conversas com outras pessoas do ramo. Comércio exterior exige muita informação.
Uma alternativa para quem está começando a vida, sem responsabilidades com o sustento, é analisar o mercado, identificar uma pequena empresa com possibilidade de exportar e se oferecer sem custo para viabilizar as exportações, a ser remunerado por participação nas vendas realizadas. Será mais difícil receber um não e com isso poderá ganhar uma experiência concreta.
Veja também: Dicas para um Estudante.

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Dicas para um Estudante

Paulo Werneck



O Astrônomo - Vermeer
Fonte: wwwlapp.in2p3.fr

Um estudante de Comércio Exterior, preocupado com o futuro, pede conselho sobre como trabalhar na área e, talvez receoso das dificuldades, que conhecimento teria de ter para se tornar um fiscal aduaneiro.
Perguntas difíceis, nestes tempos de transformação.
Para trabalhar na iniciativa privada, só posso recomendar o estudo, estudo e mais estudo, leitura, leitura e mais leitura. Primeiro, porque está na hora de se deixar de lado o famoso "jeitinho" e passar a fazer a coisa certa, da primeira vez, o que exige conhecimento.
Que conhecimento é esse? Depende da área, mas, qualquer que seja, é bom entender um pouco de economia internacional, acompanhar a evolução dos mercados, conhecer línguas, inclusive o Português e, com detalhe, a área específica em que pretende trabalhar.
Um estágio é bom, mas, para o aluno empreendedor que vive em casa de papai, ou seja, cuja manutenção está garantida, talvez possa arriscar mais, oferecendo-se a diversas empresas a abrir-lhes o mercado de exportação, a ser remunerado por um percentual das vendas.
Quanto ao conhecimento para ser fiscal aduaneiro, podemos dividi-lo em duas partes: para passar no concurso e para trabalhar depois, já empossado.
Para ser aprovado, o melhor é verificar quais foram as matérias exigidas nos últimos editais e estudá-las, sem aflição, mas com determinação. Sugiro duas horas diárias, em momentos diferentes. Material existe aos montes, até mesmo em CD-rom vendido em bancas de jornal.
Para trabalhar, vontade de aprender, espírito aberto ao diálogo com os demais colegas e com os contribuintes, e humildade. E, claro, o estudo, estudo e mais estudo, leitura, leitura e mais leitura...